Resenha: O Dia da Morte de Denton Little

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Pessoas… quando eu vou na livraria geralmente já tenho em mente o livro que eu quero comprar ou pelo menos uma idéia. Dificilmente eu compro um livro que já não tenha pesquisado antes ou que tenha ouvido falar ou lido resenha. A não ser que o livro em questão me chame atenção de alguma forma: seja o título,a capa, ou a sinopse. E com esse livro aconteceu que ele me chamou a atenção com esses três motivos juntos. Primeiro o título é bem diferente e sugestivo e a capa me chamou a atenção logo de cara, e por último quando li na parte de trás do livro o seguinte trecho:

“Amanhã é o dia da minha morte. Não é tão dramático quanto parece. Desde que nasci as pessoas sabem que amanhã é o dia em que vou morrer. Aí você me pergunta: é estranho e angustiante saber que vou morrer amanhã? Pra caramba. Mas preciso usar aquele tom de narrador de trailer de filme por causa disso? Provavelmente não.”

Ai então que não pude fazer nada senão levá-lo pra casa. Imagina que louco você saber o dia da sua morte assim que você nasce. Agora imagina que louco seria se isso fosse normal para qualquer pessoa.Isso porque o governo criou uma espécie de programa que mapeia e calcula exatamente o dia da morte das pessoas. Poi isso Denton e seus pais já sabem que ele não viverá mais do que seus dezessete anos. Eles sabem o dia, mas não sabem a hora exata e o motivo da morte. Até ae tudo bem, porque super normal a pessoa já saber o dia da morte e tals, e quando o dia finalmente se aproxima Denton já tem tudo planejado: vai passar o dia do seu funeral com a família e os amigos se despedindo de todo mundo numa festa de arromba e as horas seguintes chamada de vígilia, irá passar na tranquilidade do seu lar ao redor das pessoas mais próximas relaxando e aguardado o momento final.  Mas veja bem, na véspera de sua morte, o garoto acorda com uma baita ressaca, num quarto que não é o seu, na cama de uma garota que não é a sua namorada. O pior de tudo é que Denton não se lembra de nada.

E esse é só o começo de uma série de confusões que Denton tem que enfrentar, já não bastava ser seu último dia na terra e ele agora tem que lidar com o ex namorado pegajoso e briguento da sua namora, com um cara misterioso que diz  ter conhecido sua falecida mãe biológica, a incerteza do motivo real da sua morte e o fato de ter perdido sua virgindade não com sua namorada mas com a irmã do seu melhor amigo.

O livro é divertido, é cheio de tiradas sarcástica e recheado de humor negro.  A cada página você fica curioso de saber qual vai ser a causa da morte do personagem já que começa a aparecer uma mancha estranha em sua perna que vai crescendo por todo o corpo, além de que o bad boy do ex namorado da sua garota parece que quer ser o responsável pela sua morte a todo o custo, não bastasse isso tem um maluco em um carro esportivo amarelo que já o “quase” atropelou mais de uma vez. Sem falar no triangulo amoroso entre ele, sua namorada Taryn e Veronia, irmã do seu melhor amigo Paolo.

 O livro do estreante Lance Rubin é divertido e cheio de reviravoltas. Li em um único dia, ideal para quem quer passar o tempo.

 Boa leitura!

Bjos da Ká 🙂

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Bridget Jones: O Diário, No Limite da Razão e Louca pelo Garoto

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Olá pessoas tudo bem com vocês??

Hoje vim falar dessa hilária, piradinha e desastrada da Bridget. Eu e elas somos amigas a um bom tempinho gente, isso porque eu simplesmente adoro as confusões dela. Já li e reli o primeiro livro várias vezes, aliás ele é o meu preferido e foi um dos primeiros livros que eu comprei na vida. Por isso ele é um xodózinho na minha estante rs.

Por falar nos livros da para perceber pelas fotos que cada um é de uma edição diferente. Isso porque eu demorei muito para ler a sequência e depois não achei o segundo livro publicado pela mesma editora. Gente eu simplesmente sou fã da Bridget Jones, ela sempre me faz rir e não tinha ninguém mais perfeito, na minha opinião, para viver a personagem no cinema que não Renée zellweger. Isso sem falar no Colin Firth, nosso eterno Darcy ❤

Helen Fielding abriu as portas para os romances Chick Lit trazendo um novo gênero da literatura onde o foco é o retrato da mulher moderna e independente. Bridget Jones é leve, divertido, recheado de situações hilárias. É sério gente, Bridget é a personagem mais atrapalhada que eu conheço e graças a Deus por isso! Você vai rir muito com ela.

Todas as aventuras românticas na nossa heroína é narrada pela própria Bridget que nos conta tudo através de suas anotações em seu diário.

Em O diário de Bridget Jones temos as aventuras de uma mulher solteira com mais de trinta anos, com sua luta diária para emagrecer, largar o cigarro e a bebida e encontrar um namorado.  Uma das coisas mais divertidas do livro são as conversas da Bridget e suas amigas, que se reúnem sempre para discutir suas relações amorosas. O diário de Bridget Jones é tipo um Orgulho e Preconceito moderninho onde a autora faz uma releitura pra lá de divertida da obra da Jane Austen. Bridget é apaixonada pelo seu chefe Daniel Cleaver, um dos caras mais mulherengos e charmosos da face da terra, em meio a tudo isso ela tem que lidar com as perguntas sempre que vai a algum evento de famíllia: Cadê seu namorado Bridget? Quando você vai deixar de ser uma solteirona Bridget Jones? Além de aguentar sua mãe querendo lhe empurrar ao mais novo solteirão cobiçado pela mulherada, o recém divorciado e renomado advogado Mark Darcy. Para completar esse advogado emproadinho parece não gostar nenhum pouco dela só parece enquanto odeia o seu amado chefe Daniel.

E lá vem o segundo livro gente, que eu só li oito anos depois de ter lido o primeiro. Bridget Jones no limite da razão e tão divertido quanto o primeiro e com Jones aprendemos que de fato nada é tão ruim que não possa piorar. No segundo livro as confusões em que ela se vê envolvida são ainda piores com direito até a prisão tailandesa. Aqui Bridget apesar de estar finalmente em um namoro decente e duradouro suas neuroses e crises ainda continuam as mesmas sem falar em suas inseguranças que ela tenta resolver com seus inúmeros livros de autoajuda. São mais de 300 páginas em uma companhia maravilhosa com uma das mulheres mais atrapalhas da história da literatura. Vale a pena para quem curtiu o primeiro livro porque o segundo não deixa a desejar. Temos mais Bridget, mais Darcy e mais confusões.
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 Bridget Jones Louca pelo Garoto foi lançado quatorze anos após No limite da razão confesso que após ler a sinopse do livro relutei muito em continuar a saga de Jones porque o cenário muda nesse último livro, mas é como um docinho que você não quer largar até saborear o último pedacinho. Aqui Jones ainda é a mesma estabanada de sempre o que muda é que agora ela tem outras preocupações além de largar o cigarro ou perder peso. Agora ela é mãe de dois filhos, Billy e Mabel, e tem outros dilemas em sua vida. Bridget que tinha como uma das suas maiores distrações ouvir recados na secretária eletrônica agora foi apresentada as redes sociais e nem o twitter escapa das suas gafes e confusões. Bridget Jones mãe e se aventurando de novo em novas relações num mundo totalmente diferente, com muito mais tecnologia, será que ela dá conta?
De todos os livros o meu favorito é o primeiro, o terceiro por ter tido algumas mudanças, que são perfeitamente aceitáveis já que a vida real não é mesmo um conto de fadas, talvez tenha sido o menos divertido para mim, mas é sempre bom ter Bridget Jones como companhia e foi bom acompanha-lá nessa etapa da sua vida.
Depois de ler os livros corre para assistir as adaptações do cinema, inclusive o recém lançado: O bebê de Bridget Jones que eu assisti e  A-D-O-R-E-I!
Super beijo da Ká! e boa leitura 😀
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Meu Antigo Amor

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Depois de tanto tempo eu esperei qual seria suas primeiras palavras. Imaginei esse dia milhares e milhares de vezes, com a mesma cena repetindo na minha cabeça, apesar de fingir permanentemente que não. A verdade é que mesmo depois de tanto tempo eu senti meu coração arder em chamas ao vê-lo como se fosse a primeira vez. E intimamente me repreendi, forçando meus olhos  a não me traírem lançando à ele nada que não fosse mais do que indiferença enquanto meu peito explodia em desespero. Meu cérebro relembrando fragmentos da nossa última conversa me convencendo a não me atirar aos seus braços mais uma vez. Seu rosto ganhara mais algumas marcas do tempo que eu não conhecia, e sua voz parecia carregar um peso ainda maior como se os últimos anos que nos afastaram lhe tivessem dado algo a mais que eu desconhecia e então eu me dei conta da lacuna que separava nossas vidas e tudo o que ele viveu todo esse tempo em que eu não estive ao seu lado e esse pensamento pesou dolorosamente em meu estômago. Mas ao mesmo tempo a forma como ele me olhou, um simples lance repentino e breve em que nossos olhares se cruzaram me fez pensar que talvez ainda não fossemos completos estranhos e eu o reconheci, naquele breve olhar, o meu antigo amor. E todas as faíscas reacenderam com força total, talvez nunca tivéssemos de fato dito adeus um para o outro. Talvez seja impossível dizer. Só sei que eu estava ali parada completamente vulnerável à ele e esse era meu destino, pertencer à ele totalmente e com todas as minhas forças. Estava pronta para me entregar quando ele finalmente me beijou com tanta força como se eu fosse fugir, mal sabia ele que daquele beijo eu nunca iria querer escapar.

Ksouza