Soltar sua mão

Nós éramos dois carros em alta velocidade sempre se colidindo. Eu sei que era tão difícil para você quanto sempre foi para mim, mas eu não podia mais estender a minha mão. A última vez que nos vimos eu lhe disse que não me importava, mas Deus sabe o quanto me doeu. Eu sempre me importei, mas tive que partir. A hora bateu à minha porta, eu não queria, eu juro que não queria, mas se não fosse embora então nós dois iríamos nos afogar. Eu lia nos seus olhos tudo o que você guardava, mas eu só queria ouvir você dizer ao menos uma única vez. Éramos e sempre seriamos duas bombas prestes a detonar, eu precisava dar o primeiro passo e recuar caso contrário sei que seríamos dois aos pés do precipício. Eu sempre estive lá, sempre fui eu a segurar a sua mão, eu sei, mas dessa vez tive que soltar a minha mão da sua. Amor, sempre vou amar você, mas preciso me curar antes de pensar em te salvar  porque eu tentei, tentei milhares de vezes mas você nunca deixou. Por isso hoje vou precisar soltar a sua mão, mesmo que isso arranque mais um pedaço de mim como tantos outros que você já arrancou. Meus dedos não vão segurar os seus essa noite, me perdoe, mas dessa vez não vou ajudar você a respirar porque sou eu quem precisa desesperadamente de ar.

                                                                                                                                                                  Ksouza

 abraço

Eu nunca estive aqui

caminhada

Por favor me entenda,

eu não estou aqui para te seguir

E bem na verdade eu nunca estive do mesmo lado que o seu,

Meu corpo se escapa, e meu espirito se esvai

Meu caminho eu ainda não encontrei

Meu sentido ainda não descobri

Não siga meus passos, eu não posso desfazer

Eu vou partir a qualquer momento

Não tente me seguir

Eu nunca estive aqui,

Não por muito tempo

Me deixe ir

Para um lugar que eu ainda não sei

Só me deixe ir

Meus pés vão me guiar, meu espirito vai me conduzir

Eu nunca estive realmente aqui

(…)

Ksouza

Stranger Things: Primeiras Impressões

Stranger-Things

Vamos falar da série mais falada do momento? Stranger Things virou rapidamente um fenômeno sendo uma das séries mais comentadas e alcançando um sucesso de audiência logo em sua estréia. E por que tudo isso? Primeiramente o roteiro da série te prende do começo ao fim, um elenco incrível, trilha sonora perfeita, infinitas referências nostálgicas dos anos 80, e uma mistura de mistério e fantasia que faz da trama um grande sucesso.

Tudo começa quando um garotinho chamado Will desaparece misteriosamente. Sua mãe Joyce (Winona Ryder) pede desesperadamente ajuda a polícia local para encontrarem o garoto e segue então uma busca onde coisas muito estranhas começam a acontecer.

A série é ambientada nos anos 80 e os irmãos Duffer trouxeram tantas referências dessa época que torna a série uma homenagem nostálgica à clássicos como E.T o Extraterrestre, Os Goonies, Alien e tantos outros. Mas tantas referências não marcou, pelo menos na minha opinião, a série como algo não original, pelo contrário. É como se você fosse apresentado a um mundo do qual você já conhece, um chão onde já tenha pisado. Não tem como não embarcar e comprar a idéia desse mundo com uma áurea de fantasia mesclado ao terror e suspense.

Na série temos o núcleo dos adultos, representados muito bem por Winona Ryder, em sua bela estréia em uma série. O papel de mãe desesperada beirada a loucura caiu como uma luva para a atriz. Nesse time também temos o delegado Hopper (David Harbour), um cara aparentemente super desleixado e indiferente, mas que ao longo dos episódios vai ganhado uma participação super importante na trama se tornando um personagem de peso.

Já no núcleo adolescente temos a grata surpresa ao ver clássicos clichês que ao longo da trama vão sendo subvertidos. Nesse exemplo temos o triângulo amoroso entre Nancy (a garota certinha e apaixonada pelo bad boy), Steve (o bad boy popular da escola) e Jonathan (irmão mas velho de Will e esquisitão da turma).

E a grande cereja do bolo vai para o núcleo infantil, onde as crianças simplesmente arrasam! Os três amigos, Mike(Finn Wolfhard), Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin) encaram a missão de encontrar o amigo perdido a todo custo e nesse jornada acabam encontrando em seu caminho uma garota muito estranha chamada Eleven (Millie Bobby Brown), esta última simplesmente rouba a cena, com suas frases monossilábicas sua interpretação fica por conta das suas incríveis expressões faciais. Essa garotinha vai longe!

Juntamos todos esses ingredientes num caldeirão junto com uma pitada de ficção científica, um saladão de  referências à cultura pop dos anos oitenta e TCHARAM: Lá estamos nós nos sentindo dentro de um livro do Stephen King. Não tem como não amar. Essa produção na Netflix não fez simplesmente nos viciarmos em apenas oito episódios como nos fez querer e pedir mais, muito mais de Stranger Things! Esperando ansiosamente por mais uma temporada! 😀

Minhas primeiras impressões sobre Stranger Things? As melhores possíveis 🙂