Onde Nascem os Ventos

downloadOnde Nascem os Ventos de Brian Payton é um romace divido em duas partes. Se passa na segunda guerra mundial, focando na invasão do Japão as ilhas Aleutas no Alasca, contando a trajetória de John Easley, um jornalista que após sofrer a perda do irmão caçula que servia na guerra decide que deve denunciar o conflito no Alasca mesmo com a censura militar restringindo a cobertura da emprensa. Dessa forma ele arruma uma forma de se infiltrar nas ilhas: se passando pelo irmão ele embarca em um avião do exército, no entanto a aeronave é abatida sobre uma das ilhas e Easley se vê perdido em um território cercado por inimigos. Ele trava uma batalha extremamente árdua para se manter vivo em um território inóspito, onde seu pior inimigo é a falta de alimento e o clima antes mesmo dos japoneses.

Nesse meio tempo sua esposa Helen supera seus próprios limites e parte à procura de seu marido em uma busca insana no Alasca, deixando seu pai doente para trás em Seatle, se une a um grupo de mulheres que se apresentam para as tropas militares como forma de encorajamento e animo.

Eu diria que Onde Nascem os Ventos segue seu próprio ritmo, chega ao seu melhor momento na segunda parte do livro onde ganha um gás maior e  seu ritmo acelera, carregando um pouco mais de emoção no próprio romance do casal que antes se apresenta morno e fica até difícil enxergar os motivos pelo esforço da esposa em sua busca pelo marido. Vamos simpatizando mais pelos dois com o passar dos capítulos. As dificuldades que John enfrenta ao longo do livro nos prepara para entender o quanto seu psicológico fica abalado conforme as situações a que se torna obrigado a enfrentar. Sua sanidade se definhando assim como seu físico é palpável a cada página nos fazendo sentir suas próprias dores. E sua luta para sobreviver e voltar para casa.

O livro mostra acima de tudo o quanto podemos enfrentar os próprios medos na esperança de vencer e nessa luta passar a conhecer a nós mesmos, conhecer os limites e a força que habita dentro de cada um e que muitas vezes se mostra adormecida dentro de nós.

O livro me deixou com uma impressão positiva. O tema sempre me chama a atenção, para quem também gosta do gênero recomendo.

Música & cinema

Sabe aquela música que quando você escuta tocar logo reconhece de algum filme? Pois é algumas trilhas sonoras de filmes são tão bem acertadas que acabam ficando eternizadas não é mesmo? Nessa categoria segue alguns exemplos melosos, empolgantes, românticos e clássicos.:D

“Oh, Pretty Woman” por Roy Orbison embalou o romance de Vivian e  Edward em Uma linda mulher. Caiu como uma luva.

Na época em que Titanic era a sensação do momento não tenho dúvidas de que My heart will go on de Céline Dion foi a música mais escutada pelos meus ouvidos.

Não há como falar em Dirty Dancing e não lembrar da dança final de Patrick Swayze e Jennifer Grey ao som de (I’ve Had) The Time of My Life.

Hilária a cena em que todos empolgados cantam ” I say a little prayer” no filme O casamento do meu melhor amigo. A música é mesmo empolgante não é?

Não tem nem o que falar né? a músiquinha “Let it go” de Frozen pegou mesmo.

Assim como o filme, a trilha sonora de ” O clube dos cinco” também fez grande sucesso na década de 80.

A música “Say Something” do filme Se eu Ficar é uma delicinha de ouvir.

Vai dizer que você consegue ouvir “Take My Breath Away” sem lembrar do Tom Cruise em Top Gun – Ases Indomáveis?

Ok né… clássico dos clássicos esse ou não? ”Unchained Melody” do filme Ghost- do outro lado da vida de tão clássico chega a ser meloso.

E seguindo nessa mesma linha não poderia faltar a diva Whitney Houston soltando a voz em O guarda Costas com o tema do filme” I Will Always Love You”. Fala sério ninguém nunca conseguiu cantar essa música como ela.

A música inconfundível de Os caça fantasmas: “Ghostbusters” por Ray Parker, Jr

A cena de  Matthew Broderick em Curtindo a vida Adoidado ao som de Twist And Shout é um clássico!

Sempre bom rever Heath Ledger cantando “can’t take my eyes off you” em 10 coisas que eu odeio em você

A música lindinha da christina perri “A thousand years” fez parte da trilha sonona do filme Amanhecer.

Outro clássico da sessão da tarde Free Willy conta com ninguém mais ninguém menos que Michael Jackson na sua trilha sonora com a música “Will You Be There”

“Slave To Love” é tema do filme  9 1/2 Semanas de Amor.

Bom ir parando por aqui se não essa lista não vai ter fim nunca 😀

A Big Love Story

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Adoro assistir um filminho para matar o tempo. E quando um filme aparentemente bobinho, daqueles que você assiste sem pretensão nenhuma acaba se tornando uma boa surpresa fica ainda melhor. A big Love Story traz uma história gostosa de se ver, trata de um tema muito sério de forma leve e divertida. Aquele filme água com açucar que no final acaba se tornando uma boa experiência.

Vamos conhecer Sam (Robbie Kller), um ex jogador de futebol que, após se aposentar por problemas no joelho, acaba ficando acima do peso. Cansado da sua rotina e das condições em que se encontra resolve que deve perder peso mas essa resolução é mais difícil do que ele pensava. Após uma aposta com seus amigos ele se inscreve em uma academia e lá conhece sua treinadora: Cassie (Jillian Leigh). Uma amizade nasce entre eles, mas Sam quer algo mais do que isso, porém a relação conturbada da garota com seu ex namorado dificulta um pouco as coisas.

Sam tem suas razões para ter uma vida conturbada e depressiva, mas o personagem consegue ser carismático o tempo inteiro, mostrando suas fragilidades e inseguranças de uma forma bem descontraída e sensível, fazendo com que nos sensibilizamos e torcemos pelo casal. ótima pedida para um fim de noite. 🙂

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Clássicos da Literatura Nacional

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A nossa literatura nacional é rica e traz obras maravilhosas dignas de serem admiradas. Vejo hoje em dia que a literatura brasileira é tida muitas vezes como chata e cansativa. Acho que essa é uma visão tida pelos jovens de uma forma muito equivocada, imagino que seja pela maneira como tais obras são apresentadas ou impostas hoje em dia como leitura obrigátoria.Comecei minha paixão pela literatura com os clássicos nacionais e resolvi falar um pouco sobre isso hoje. O primeiro autor ao qual tive contato foi Jose de Alencar, me apaixonei por suas obras e tenho ele como meu escritor favorito. Vou falar mais sobre classicos da literatura nacional por aqui mas hoje resolvi começar pela minha obra favorita do autor: Senhora.

Porém antes de começar pela obra vamos conhecer um pouco mais sobre esse escritor maravilhoso?

José de Alencar nasceu em Mecejana, Ceará no dia 1 de maio de 1829. Filho de José Martiniano de Alencar, senador do império, e de Ana Josefina,foi romancista, dramaturgo, jornalista, advogado e político brasileiro. Foi um dos maiores representantes da corrente literária indianista destacando-se com a publicação do romance “O Guarani” e ”Iracema”. Destacou-se também em temas regionalistas, históricos e aqueles conhecidos como romances de costume ou romances urbanos. José de Alencar morreu em 1872 de tuberculose. Anos mais tarde, foi homenageado como patrono da cadeira nº 23 na Academia Brasileira de Letras, fundada por Machado de Assis.

Sobre Senhora:

Lançada em 1875 essa obra trata sobre a questão de como o matrimônio era visto na época como uma alavanca para se alcançar determinado status social. Uma crítica do autor sobre a sociedade do Rio de Janeiro no século XIX. O romance condena o casamento por conveniência e nos apresenta sua heroína: Aurélia Camargo, uma jovem bela, pertencente a uma classe tida como inferior. Ela é noiva de Fernando Seixas, ele corresponde ao seu amor porém não possui a mesma índole inflexível de Aurélia e se deixa levar pelas ilusões da sociedade, permitindo que o ambiente o influencie na sua maneira de viver. Acaba assumindo grandes dívidas e comprometendo a sua família. Diante da situação Fernando rompe seu noivado e decide se unir à uma garota rica chamada Adelaide. Aurélia então tem sua maior decepção na vida. Porém o destino lhe apresenta uma chance perfeita de vingança: A moça recebe uma grande herança de seu avô e vê nisso a arma para se vingar de uma sociedade corrompida. Ela encarrega seu tio e tutor a negociar seu casamento com Fernando. Ela o seduz com um grande dote fazendo o rapaz romper seu noivado acreditando estar fazendo um grande negócio. Porém Aurélia esconde sua identidade o máximo possivel, até que no último momento revela seu rosto ao rapaz que acredita ser o homem mais feliz do mundo pois nunca havia deixado de amar Aurélia. É nesse momento que surge sua vingança, e uma das cenas mais belas do livro quando Aurélia em sua noite de núpcias deixa claro a Fernando que o ”comprou” para que ele representasse seu papel tal como era exigido pela sociedade que uma mulher em sua posição social teria que ter: um marido.

Super recomendo, vale a pena conhecer as obras classicas da nossa literatura nacional e por que não começar por esse romance lindo? Adoro ver o desenrolar da trama, Aurélia se sente uma mulher tráida e deixa seu orgulho falar mais alto até as últimas paginas do livro, e ver Fernando sofrer ao se ver como tal um ”homem vendido”, sentindo-se humilhado pelo amor de sua vida. Aurélia que ora se mostra inflexível, caprichosa, insaciável em sua vingança e ora se mostra ciumenta e apaixonada não conseguindo esconder que ainda o ama. E fernando que com o tempo tem sua mudança de caráter e comportamento revelando-se um homem modesto e não usufruindo da riqueza da esposa, passa a trabalhar e se vestir humildemente. O leitor pode esperar um ótimo desenrolar da história e se vê na crescente expectativa do reecontro dos amantes.

Para ilustrar um pouquinho esse romance entre Aurélia e Fernando vai algumas cenas da novela exibida na Rede Record  Essas mulheres, cujos personagens principais foram baseadas nas obras do escritor: Diva, Luciola e Senhora.

Persuasão

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Persuasão é um romance clássico de Jane Austen publicado em 1818, um ano após a morte da escritora.

O enredo gira em torno de Anne Elliot, a qual sete anos antes dos eventos narrados no romance, apaixona-se por Frederick Wentworth, um jovem oficial da marinha. Anne é pedida em casamento por ele, porém a união não seria bem vista já que um homem sem conexões familiares importantes representaria um futuro incerto. Anne é persuadida por Lady Russel, uma antiga amiga da família, a recusar o pedido  mesmo Frederick sendo o homem que ela ama. Porém aos 27 anos Anne continua solteira e guarda em seu coração um sentimento de arrependimento por não ter seguido seu coração e por ter se deixado persuadir anos atrás.

Devido aos exessos do seu pai a família se encontra em situação delicada e são obrigados a alugar a casa da família. Seus novos inquilinos são o almirante Croft e sua esposa que não é ninguém mais ninguém menos que a irmã de Wentworth que por acaso agora fez fortuna e se tornou um distinto capitão. O destino recoloca o homem de sua vida mais uma vez em seu caminho. Seria tarde demais para pensar em uma segunda chance?

Mais uma vez Jane Austen nos lança sua crítica à sociedade do séc XIX, sobre condutas impostas e regras de conveniência que são devidamente rejeitas pelos personagens centrais. Mesmo que Anne tenha se deixado levar uma vez pelos conselhos de alguém a quem muito estimava a mesma decide seguir agora seus próprios instintos e o fato de não aceitar se casar com nenhum outro durante todos os anos que se passaram mostra que se não pôde casar por amor também não iria acatar por completo todas as regras da sociedade e aceitar um casamento por conveniência. Anne se convence de que é tarde demais para ela e vê com tortura e sofrimento a aproximação de Wentworth e Louisa Musgrove. O que ela não sabe entretanto é que os sentimentos do capitão ainda são os mesmos de anos atrás.

Em um romance de Jane Austen você já sabe muito bem o que vai encontrar. Um retrato da sociedade da época com um toque de ironia. Sempre valerá a pena se deliciar com um belo romance de Austen. 🙂

Falando nisso…

Há também uma versão da obra lançada em 2007 com  Sally Hawkins na pele de Anne Elliot e de Rupert Penry-Jones como capitão Frederick Wentworth. Apesar dessa versão cometer alguns deslizes (na minha humilde opnião) mesmo assim vale a pena conferir e ter a experiência visual da obra.

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Tomates Verdes Fritos

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Que delícia de filme! Sensível, doce, divertido, para resumir: encantador. Tomates Verde Fritos trás uma história gostosa de se ver, daquele tipo de filme que envolve e que fica um bom tempo na memória, meu tipo favorito alías.

A história se passa em dois tempos, um deles nos dias atuais, que no caso é nos anos 90, e a outra parte se passa nos anos 30. O desenrolar de tudo começa quando Evelyn e seu marido vão visitar uma tia em uma casa de repouso em uma pequena cidade no interior do Alabama. Lá Evelyn conhece uma senhora muito alegre e falante, a Sra. Threadgoode, e inicia com ela uma amizade muito forte. Evelyn começa então a visitar essa senhora todos os dias e assim passa a conhecer a história de Idgie Threadgoode e de sua amizade com Ruth narrada bela simpática velhinha. E assim conhecemos esses dois universos e nos encantamos com as duas histórias apresentadas. Há muito o que nos prender em ambas as histórias. No passado temos um misterioso desaparecimento e suspeita de assassinato, e no presente a Evelyn,com seus problemas no relacionamento, com um marido que praticamente ignora seus esforços em reacender a chama da paixão em seu casamento.

A mensagem que nos é passada é da importância de valores como a amizade e lealdade em nossas vidas. Trás um toque feminino de leveza e sensibilidade.

O filme de 1991 se baseia no romance escrito Fannie Flag que ainda não tive o prazer de ler mas que já está mais que anotado. Quanto ao filme só me resta dizer: Deliciem-se…delicadamente perfeito. 😉

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O Fantasma da Ópera

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Obra escrita por Gaston Leroux foi publicada pela primeira vez entre 1909 e 1910. Tornou-se mundialmente famosa pelas suas inúmeras adaptações para o cinema e teatro.Trasnformada em musical por Andrew Lloyd Webser tornou-se o espetáculo mais visto da Broadway.

A história se passa no século XIX na ópera de Paris. Todos acreditam que o edifício é assombrado por um misterioso fantasma que chantageia os administradores da ópera exigindo um salário mensal e a reserva de um camarote em especial, caso contrário misteriosos acidentes podem continuar a acontecer. Em meio a isso tudo, o fantasma se dedica a ensinar sua amada, a jovem Christine Daaé, a arte do canto, porém a  mesma acredita ser guiada por um “anjo da música” enviado pelo seu falecido pai. Em sua primeira apresentação a jovem conquista a platéia e chama a atenção do seu amor de infância e patrocinador do teatro, o Visconde Raoul de Chagny. Desenvolve-se então um triangulo amoroso cheio de mistério e suspense até o último capítulo.

O que se descobre no decorrer da trama é que na verdade o fantasma que aterroriza a ópera é um homem de carne e osso chamado Erik, que possui uma deformidade na face e mora no subterrâneo do edifício. Extremamente apaixonado por sua amada ele se vê ameaçado pelo visconde e tem sua ira despertada. Movido pelo cíume não vê outra saída a não ser sequestrar Christine. O que se esconde por trás da máscara? Quem é o verdadeiro fantasma? Qual história desse pobre homem deformado? Aos poucos vamos conhecendo o personagem que é tratado como vilão e tiramos nossas próprias conclusões. Passamos a enxergar a verdadeira imagem de Erik. Por trás da máscara há apenas um homem que deseja ser amado.

O fantasma da ópera foi inúmeras vezes adaptado para os palcos e para a telas de cinema. Sua primera versão para o cinema foi em 1925 pelos estudios universal. Em 2004 foi lançado no cinema mais uma versão com Gerard Butler, Emmy Rossum e Patrick Wilson nos papéis principais. Vale a pena conferir a versão.