O Caminho Estreito Para Os Confins Do Norte – Richard Flanagan

Confesso que por muito tempo tive receio de iniciar O Caminho Estreito Para Os Confins Do norte e já nas primeiras páginas tal receio se acentuou. Mas é aquele tipo de livro que com o fim da leitura você consegue sentir sua grandiosidade, você respira fundo e agradece a si mesma por ter lido. Meu apreço por esse livro foi gradual, vi crescendo a cada capítulo um respeito pela leitura. A narrativa fragmentada dificulta no início da leitura, mas com o passar dos capítulos você se habitua e a leitura flui tranquilamente e você se rende à beleza de uma narrativa que permeia entre passado, presente e futuro.

E nessa narrativa que dança de momento a momento nos transportando ora ao passado, ora ao futuro e ao presente, como se estivéssemos visitando nossa própria memória, conhecemos Dorrigo Evans. Dorrigo, médico-cirurgião e oficial do exército australiano foi feito prisioneiro de guerra pelos japoneses na construção da ferrovia que ligaria a Tailândia ao Myanmar, conhecida como a Ferrovia da morte, na Segunda Guerra Mundial. Em meio a uma rotina de tortura e luta por sobrevivência Dorrigo atenua seu sofrimento com as lembranças de Amy, esposa de seu tio com quem tivera um envolvimento amoroso antes de partir.

O interessante do livro é que ele nos faz analisar os efeitos da guerra não só nos prisioneiros como também em seus “algozes”. Ou seja, ele desmistifica a ideia de que somos completamente bons ou completamente maus e nos trata como humanos. Um exemplo disso é como Dorrigo, conhecido como Amigão pelos seus companheiros prisioneiros, é visto como um herói de guerra, título que ele renega. Não há heróis ou vilões nessa história. Outro exemplo é quando a narrativa nos lança para o futuro onde guardas japoneses são julgados e condenados pelos crimes de guerra, nesse ponto Flanagan nos presenteia com algo além do óbvio ao nos apresentar a guerra e suas consequências por outros pontos de vista.

“O horror não tem forma nem significado. O horror apenas é.”

Mais de 250 mil pessoas foram envolvidas na construção da ferrovia da morte, estima-se que o numero de mortos seja em torno de 100 mil. As cenas descritas no livro são cruas, fortes e me deixaram aflita e enojada em diversas passagens. O pai de Richard Flanagan foi um sobrevivente da construção da estrada de ferro o que com certeza contribuiu para a construção da narrativa tão palpável e real de um dos episódios mais brutais da Segunda Guerra Mundial.

Para aqueles que apreciam leituras ambientadas na Segunda Guerra Mundial não pode deixar de ler esse livro onde é apresentada a cultura oriental, algo que eu ainda não tinha tido chance. Mas não é um livro que eu recomende somente aos amantes desse tipo de enredo e sim para aqueles que se permitem se envolver em uma grande narrativa: ora tensa, ora sedutora mas com certeza uma grande história.

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Resenha: Sorrisos Quebrados – Sofia Silva

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Olá amigos leitores, tudo bem com vocês?

Hoje venho trazer a resenha de Sorrisos Quebrados da autora portuguesa Sofia Silva publicado aqui no Brasil em 2017 pela Editora Valentina. O livro é narrado em primeira pessoa, intercalando capítulos no ponto de vista dos personagens centrais, Paola e André.

Inicialmente publicado na plataforma online Wattpad, Sorrisos Quebrados faz parte da série Quebrados, composta por histórias que giram em torno de violência doméstica, deficiência física e abuso sexual.

Paola é uma mulher marcada, tanto fisicamente quanto psicologicamente, pelos traumas sofridos em um casamento abusivo. Com um marido considerado perfeito por todos, Paola se sente a mulher mais sortuda do mundo por ter sido escolhida dentre tantas outras pelo Roberto ou pelo menos é assim que todos dizem que ela deve se sentir. O que era considerado perfeito com o passar do tempo vai se revelando um verdadeiro tormento. Paola se vê presa em um relacionamento infeliz e sofrendo agressões físicas e psicológicas de um homem perturbado. Decidida a fugir de uma vida de tormento ela acaba sendo vítima de um ataque ainda mais traumático. Presa em uma coleira e amarrada em um canil após ser espancada, Paola é atacada por um dos Pitbulls do marido. Seis anos depois ela carrega as marcas do ataque, agora com metade do rosto desfigurado e cicatrizes espalhadas por todo o corpo. Ela luta para se recuperar em uma clínica que hospeda pacientes com diferentes traumas.

Sol é uma garotinha de quatro anos de idade que sofre com problemas de socialização devido traumas que viveu no passado. Pacientes da mesma clínica, Sol surpreendentemente sente uma forte conexão com Paola e as duas passam a nutrir uma linda amizade curando as feridas uma da outra. E com essa amizade tão repentina Paola acaba se aproximando de André, pai da Sol.

André também é um personagem que carrega seus próprios traumas e dores mas eles só são revelados aos poucos. E seu relacionamento com sua filha é um dos pontos mais tocantes do livro.

Com um prólogo agonizante, Sorrisos Quebrados inicia uma escrita fluída e de rápido desenvolvimento, o que me incomodou em um determinado momento mas falarei sobre isso mais adiante. Devo dizer que a leitura acabou me levando para um outro caminho de certa forma diferente do que eu imaginava anteriormente. O livro trata de questões bem sérias e pesadas mas com uma certa leveza e primeiramente acreditava que a autora exploraria mais profundamente os perfis psicológicos dos personagens traçando de uma forma mais densa e intensa seus traumas e sequelas. Mas tudo isso foi traçado de uma forma diferente, embalado pelo desenvolvimento e nascimento de um romance entre Paola e André. Não posso dizer que isso me incomodou mas sim que a autora usou um outro caminho e que acabou conquistando o leitor de uma outra forma.

A poesia do renascimento do amor e superação de perdas e traumas, narradas de forma apaixonante e fervorosa, nos lança em um redemoinhos de emoções que torna o livro especial em sua maneira. Talvez o que tenha deixado a desejar em minha opinião tenha sido a falta de perfil mais detalhado dos problemas de socialização da Sol e uma passagem tão rápida entre a mudança dos sentimentos da Paola em relação ao André, ou mais ainda na conscientização da personagem de que ela foi vítima e não culpada pelos abusos que sofreu por Roberto como ela afirma em diversas passagens do livro.

A luta da Paola em tentar colorir com suas tintas e pinturas toda a escuridão que ainda a cerca por todos os lados vale a leitura de cada página. Super Recomendo essa que foi a minha primeira leitura de 2018.

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Resenha: Escola dos Mortos – Karine Vidal

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Sinopse: Lara Valente irá morrer. Mas sua história não termina por aqui. Pelo contrário: é aí que ela começa.
A jovem carioca será enviada para um misterioso internato na Inglaterra. Mas o lugar esconde um segredo. Lara se deparará com vozes de gente morta gravadas, assassinatos misteriosos no colégio, meninas mortas que ainda moram nos quartos, e um despertar assustador num caixão. Tudo isso vai leva-la a descobrir que, por trás da fachada da Escola dos Sotrom, existe uma Escola muito mais perigosa, cheia de segredos, pactos e mortes. Nessa Escola repleta de ocultismo, Lara será assassinada. Mas sua história não terminou. Ela acordará em em mundo paralelo, em universo glamouroso onde vive a nata dos melhores, escolhidos à dedo pela Morte. A Escola dos Mortos abriga os que foram assassinados e enviados para lá. Uma sociedade escondida em que existem apenas os melhores, coexistindo em segredo com a escola dos vivos. Adolescentes mimadas, carros luxuosos, segredos escandalosos, campeonatos, corridas e caçadas.
Lara irá se apaixonar por um homem perigoso. Luka Ivanovick, com seus olhos negros, hostis e arrogantes – repletos de ocultismo e falta de respostas. Através dele, Lara descobrirá a cruel história por trás de sua morte.  Paixão, mistério e um jogo de sedução escuro e apimentado irão acontecer entre o mundo real e o misterioso mundo noturno da Escola – até Lara descobrir que, dentro dos caixões, os mortos daquele lugar nunca dormem.

Lara Valente não vê  e nem sabe do paradeiro do pai desde que era criança. Mora com sua mãe e irmã caçula no Rio de Janeiro e de repente descobre que tem uma herança milionária lhe esperando deixada por um avó que nunca conheceu. A única condição para que ela e sua família possam desfrutar da herança é que ela se mude imediatamente para Inglaterra e estude por mínimo um ano em um internato nos arredores de Londres chamado Sotrom.

Lara decidida a receber a herança parte para a Escola o quanto antes. Mas logo de cara percebe coisas muito estranhas acontecerem no local. A Escola exige toque de recolher a partir das oito horas da noite. Qualquer aluno é permanentemente proibido de andar pelos corredores da escola ou qualquer aposento após o toque de recolher sob pena de expulsão imediata. Celulares são proibidos e o único meio de comunicação é através de cartas sujeitas a passarem por vigilância e aprovação da direção da Escola.

A personalidade da Lara brilha assim que ela se instala no ambiente hostil da Escola, em contraste com a dos outros alunos. Sempre apáticos e contidos os alunos da Sotrom parecem tentar se esconder de algo misterioso. Lara percebe muito tarde que quanto mais se destaca dos outros alunos maior perigo ela corre: perigo de morte.

Atacada por um assassino de quem ela não consegue ver o rosto, Lara morre após ser jogada do alto de um penhasco. É aí que a estória termina?? Não, pelo contrário. É aí que ela começa. Lara desperta em um mundo paralelo, o mundo dos Mortos. Uma escola onde os alunos são o oposto da Escola Sotrom. Onde reina a curtição, a badalação. Um lugar onde a personalidade da Lara pode brilhar em paz. Um lugar chamado Escola dos Mortos onde quem dita às regras é a própria Morte.

As coisas ficam ainda mais interessantes, quando um garoto misterioso dono de um avassalador par de olhos negros faiscantes (pausa para os suspiros) intrigantemente parece se mostrar interessado na nova aluna da Escola na Noite. O nome desse par de olhos de arrancar o fôlego é Luka Ivanovick. Meninas do meu Brasil acreditem em mim, vocês vão suspirar por esse nome.

Todo o mistério envolvendo esse bad boy mal encarado e sua família vai apimentar boa parte do livro.  Acontece que esse russo atraente vai despertar diversos sentimentos não só na Lara como em nós leitoras. Primeiro você pode pensar que ele é um louco possessivo e doentio, mas garanto que até o final do livro você já esteja se derretendo por ele.

Gosta de romances clichês? Então se joga porque esse é o livro perfeito pra você! Escola dos Mortos é uma saladinha de referência a livros como Crepúsculo e Jogos Vorazes, mas não para por aí, o livro é mais do que isso. Ele tem um ambiente próprio e envolvente que te faz literalmente vidrar em cada página.

A escrita da Karine Vidal é fluida e instigante, e a história tem tantos ápices quanto merece um romance adolescente, fazendo nossos corações palpitarem diversas vezes. Fiquei me questionando onde o final me levaria, mas preciso dizer que tudo é bem amarradinho. Isso é muito bom pois não temos nenhuma ponta solta com o fim do livro, mas acredito que a estória ficaria muito bem distribuída em dois volumes ao invés de um só.  Nada disso torna o livro cansativo. Literalmente eu não consegui largar o livro e devorei tudo em dois dias e ainda quis mais. Todo o crédito para a autora que construiu um mundo tão envolvente e inebriante.

Houve só um momento do livro em que me sentia como se estivesse despencando do alto de uma montanha russa e fiquei muito preocupada em me decepcionar com a leitura logo no final. Quando um momento a lá Jogos Vorazes criou forma, nesse ponto do livro fiquei muito apreensiva porque até o momento a leitura não tinha me desapontado em nada (passei quase a noite inteira em claro devorando o livro!!). Mas confiei na autora e me joguei na leitura. Confesso que foi a parte do livro – a única parte diga-se de passagem -que não gostei muito. Mas Karina não me decepcionou, tudo desenrolou bem no final e se encaixou como um quebra-cabeças.

Afinal o que pode-se dizer de um livro que consegue arrancar surtos de risos, gritinhos de aprovação e de protesto, bramidos e exclamações durante toda a leitura? Acredito que desses tipos de livros só podemos dizer uma única coisa: cumpriu seu papel direitinho!

 

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Boa leitura!

 

OS OPOSTOS SE DISTRAEM – JUSSARA SOUZA

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Sinopse: Em Os Opostos se Distraem, a autora Jussara Souza relata de maneira divertida como – da tentativa de salvar seu casamento com um marido fazedor de lista de tarefas –, encontrou sentido para a vida com a ajuda do yoga, meditação, alimentação saudável e afirmação positiva. Largou o emprego em uma multinacional, mudou os hábitos diários, salvou seu relacionamento e, o mais importante, se deparou com o seu verdadeiro propósito de vida.  Afinal, hoje, você já parou para pensar qual o seu Propósito?

Sabe aquele livro que parece que foi escrito para você? Ou então aquele livro que era exatamente o que você estava precisando ler num exato momento da sua vida? Pois então amigos leitores, foi assim que eu me senti enquanto lia Os Opostos se Distraem de autoria da Jussara Souza. Sempre que eu começava a ler parecia que a autora me dizia assim: ” Vem cá amiga, senta aqui comigo. Vamos conversar.” O livro é um relato de sua experiência em decidir dar uma guinada completa em sua vida, largando seu emprego em uma multinacional e se dedicando à recuperação de seu relacionamento e a conquista de novos hábitos diários. Tudo isso escrito de uma forma leve e divertida.

Jussara nos relata sua jornada em mudar de vida quase que em forma de um diário, onde nos apresenta conselhos valiosos e reflexões que nos fazem questionar em como anda a nossa vida. Enquanto lia seu livro diversas questões se formavam em minha mente, outras tantas eu consegui responder a mim mesma. Uma reflexão interna muito bem vinda e que diga-se de passagem veio em boa hora. No final acabou sendo um livro para guardar no peito e na cabeceira.

Em sua narrativa descontraída, ela revela como foi a experiência de vivenciar uma nova rotina que substituísse sua carreira na área financeira. De como foi buscar o equilíbrio através das técnicas de bem-estar, meditação, yoga e terapia ayurvédica.

Imagine mudar seus hábitos, fortalecer seu relacionamento, encontrar seu equilíbrio e essa mesma jornada te levar ao seu propósito de vida. Fácil assim? Claro que não, a autora nos ensina que a vida é feita de erros e acertos, mas uma hora você percebe que começa a acertar mais.

Acredito muito no poder de dar o melhor de si. Ele pode trazer satisfação pessoal e espiritual e por isso me esforço em colocá-lo em prática em todos os momentos da minha vida.”

O livro é dividido em três partes. Onde na primeira parte a autora nos apresenta as diferenças no seu relacionamento com o multitarefeiro(apelido carinhoso dado para seu esposo, com mania de fazer lista de tarefas). Nessa parte do livro conseguimos dar boas risadas, tudo é tratado de uma forma leve e divertida. Sabe aquela frase: Homens são de marte e as mulheres são de vênus. Pois então, ela aqui vai fazer todo sentido para entender as diferenças entre dois seres tão diferentes.

“Na convivência a dois, descobri que o mais importante que fazer o outro feliz é Ser Feliz. Para isso tive que rever os meus conceitos, me livrar do ego e abrir meu coração. ‘Viajei’ para um lugar onde os homens são de outro planeta.”

Na segunda parte do livro Jussara nos mostra como a mudança de hábitos pode ser algo crucial na melhor qualidade de vida. Em sua busca pela felicidade acabou encontrando novos hábitos que a ajudaram a ser uma pessoa melhor. Yoga, meditação e uma boa alimentação foram ferramentas importantíssimas em sua jornada.

“…deixo as coisas fluírem. Se aparecer algum obstáculo, tudo bem, vamos enfrentá-lo. Hoje só tenho tempo e energia para aquelas coisas que realmente significam para mim.”

Na terceira e última parte do livro acompanhamos como todos os fatores anteriormente apresentados resultaram em uma busca espiritual e ao seu propósito de vida. Perto dos seus 40 anos a autora conseguiu se arriscar e buscar a felicidade. Para mim a terceira parte me caiu como uma luva, e foi a parte do livro em que mais me identifiquei. Que delicia seria se preocupar menos com o que as pessoas pensam não é mesmo? Olhar para trás e sentir orgulho daquilo que se tornou. É sobre isso que a autora nos faz refletir.

Sugiro que pare. Permita-se refletir se o que você faz hoje lhe dá prazer. Tente visualizar sua vida hoje e amanhã, fazendo a mesma coisa. Sentiu seu coração bater mais forte? Sentiu um arrepio que desce da cabeça até o dedão do pé, parecido com um calafrio inesperado que arrepia todos os pelos do corpo? Sentiu-se emocionado? Acabei de relatar a você os meus sentimentos, todas as vezes que penso no meu propósito. Espero que quando você pensar no seu talento também possa se sentir assim.”

Ao final do livro nos sentimos como no fim de um bate papo entre amigas. Da até aquela vontade de esticar mais a papo, sabe? Me deu um chacoalhãozinho que eu precisava. E varias perguntas para responder. Para isso já estou colocando em práticas algumas de suas dicas e conselhos. Falando em dicas fica essa minha dica de leitura para vocês! 😉

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Sobre a autora:

Jussara Souza é formada em administração e pós graduada em Controladoria. Trabalhou por mais de 10 anos na área financeira de grandes empresas. Em 2015, com dúvidas no relacionamento e no trabalho, decidiu dar uma guinada na sua vida e tornar-se escritora. Adora bichos, tem dois vira-latas que são tratados como filhos, e tenta ajudar o marido a fazer menos lista de tarefas. Os Opostos se Distraem é o seu primeiro livro.

Para saber mais sobre o livro e a autora acesse:

http://jussarasouza.com.br/

Você pode encontrar o livro na Amazon:

Amazon

Resenha: TORNEIO DE SANGUE – E. Cichocki

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Olá leitores amigos, tudo bem com vocês? Hoje venho feliz da vida para trazer à vocês mais uma indicação de livro. Então bora lá porque a indicação de hoje tem vampiros, uma Ordem Templária, um torneio medieval e um certo suspense…tudo isso junto porque nós gostamos e muitoooo!

Essa é a segunda resenha que eu trago do autor, eu falei aqui sobre As 108 Borboletas da Alma, que foi seu segundo livro. Enquanto As 108 Borboletas da Alma nos aquece o coração com uma delicada narrativa sobre a jornada de uma alma suicída, Torneio de Sangue veio para nos transportar para uma nova caminhada por onde vamos nos aventurar com um certo deleite nessa trama envolvente e que promete nos conquistar a cada livro. Torneio de Sangue Crônicas da saga Devoradores do Sol é apenas o primeiro livro, e da o pontapé inicial para esse saga.

Com menos de duzentas páginas, Torneio de Sangue é uma introdução ao universo apresentado pelo autor que vai contar com uma Ordem antiga formada pela Igreja, que guardam verdadeiros mistérios de eras passadas, e com personagens intrigantes, fortes e envolventes.

Sinopse:

A ORDEM DOS Nove-Raios é a forma mais segura que a Igreja encontrou para resgatar artefatos de eras passadas. Na época em que os vampiros ainda reinavam sobre o mundo, o clero teve de tomar uma decisão: originar uma guerra. Setecentos anos após a extinção dos devoradores de sangue, cabe hoje aos membros da Ordem reaver antigas tumbas, preciosos tesouros e açonegro, uma ancestral forma de se forjar uma lâmina. 

Agora, Alec, um iniciado dos Nove-Raios, está ávido para sua primeira missão: explorar as ruínas de um antigo castelo. Para isso, no entanto, o novato contará com a ajuda de nove Irmãos, que unidos formam uma companhia.

Nos escombros do castelo serão revelados a Alec segredos tão antigos quanto a própria Igreja, e o rapaz descobrirá a verdadeira razão pela qual o clero deseja encobrir tamanho perigo.

O livro dividido em duas partes, vai nos apresentar a poucos personagens, porém são tão envolventes que seguram a trama o suficiente para nos sentirmos envolvidos. Esse primeiro livro é como um aperitivo, que degustamos com fervor deixando um sabor viciante na boca e um gostinho de quero mais.

Logo de início adentramos em uma espécie de ritual de iniciação de um novo integrante à ORDEM DOS Nove-Raios. A ORDEM conta com nove integrantes, irmãos trajados de preto servindo ao Único com a missão de reaver preciosos tesouros para a Igreja. Em pouco tempo Alec, o novo iniciado da Ordem, já se vê fazendo parte de uma nova missão: Explorar as ruínas de um antigo Castelo encontrada por um pastor local, que pode esconder certos artefatos  anteriores a Inquisição. Assim os integrantes da Ordem partem para uma penosa excursão onde irão encontrar algo que não esperavam ou que desejariam não terem encontrado: um caixão de prata atado com correntes.

“Dê ao homem uma espada e ele lhe mostrará como sangrar uma vida; entrega-lhe o poder, e ele lhe mostrará como sangrar o mundo. ”

Em meio a tudo isso temos a jornada de outro personagem que nos é apresentado logo no primeiro capítulo de uma forma bem misteriosa. Esse personagem na minha opinião foi o mais intrigante de todos. Já no primeiro capítulo fiquei muito curiosa para entender mais sobre ele. Dallen é um sujeito que ganha a vida matando pessoas, segundo ele os bastardos as putas e os cornos. Quando chega em uma taberna para fugir dos raios do dia logo chama a atenção pela sua pele albina, sempre coberta por um velho capuz. Minha curiosidade sobre ele terá que ser saciada nos próximos livros, porque pouco nos é revelado sobre ele, principalmente sobre seu passado. Mas de uma coisa logo ficamos sabendo: ele é um vampiro. Mas um vampiro “cauteloso”, que toma o cuidado de não tomar sangue humano, porque esse o transformaria em uma besta. Sangue humano para ele deve ser tomado em raras ocasiões onde a força se faz necessária. Para as demais ocasiões ele pode beber quase que todo e qualquer sangue, como o de bovino, seu preferido.

Dallen é um personagem onde você não consegue enxergar nem tanta humanidade e nem tanta selvageria nele. Mas isso muda quando seu caminho cruza com o de uma garotinha órfã. E é assim que vemos o lado “humano” de Dallen aflorar assim como é na presença da menina que conhecemos pela primeira vez o lado “besta” emergir nem que por um breve momento.

Mas Dallen não é o único vampiro dessa história toda. Acontece que não muito longe dali a Ordem havia encontrado um certo caixão, que pelo juramento que fizeram como membros da Ordem não poderiam em hipótese alguma abri-lo. Não deveriam mas oque acontece é justamente o contrário. E o que há lá dentro nunca deveria ser despertado, uma criatura com muita sede e todo o mal que há nela agora está caminhando livremente.

Uma narrativa instigante e um final de literalmente roer as unhas. Não resta falar mais nada sobre esse livro, cujo único problema é ser curto demais e no final queremos mais páginas para saciar nossa curiosidade, algo que até o autor nos pede desculpas no final. Mas ele nos consola dizendo que virão mais e mais livros com mais páginas para nos atiçar os nervos. E ele promete: saga Devoradores do Sol está apenas no começo! Obaaaaa…..

Ficou com vontade de ler?

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Boa leitura! 🙂

Resenha: Broken – Despedaçada

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 Olá leitores!

Hoje vim falar um pouquinho sobre o livro de estréia da escritora portuguesa Tânia Dias. Broken – Despedaçada vai tratar de um universo onde a magia está presente de forma muito viva e intensa.

Sinopse: Assumir o seu papel como líder não estava nos planos de Alexia White, mas quando a sua mãe perde a vida num terrível assalto ao castelo, ela vê-se sem opções.Num mundo onde os fracos se distinguem dos fortes pelos dons que possuem, Alexia está no topo da lista e precisa de aprender a lidar com os seus dons se pretende recuperar Starnyz das garras do traidor. Ian Bealfire, um homem que exala arrogância e prepotência por todos os poros, parece disposto a ocupar o lugar de seu Mestre.Há quem diga que a jovem está destinada a salvar o mundo mas despedaçada pelas perdas que sofreu. Assombrada pelas memórias do passado, será mesmo capaz de salvar o mundo, quando nem a si parece ser capaz salvar?

O livro conseguiu me cativar mesmo do meio para o final, foi nesse ponto onde consegui realmente “entrar” na estória e onde, na minha opinião, ela passa a se desenrolar melhor. A protagonista Alexia é uma menina que está passando por um período de perda e sofrimento logo no início da trama, dessa maneira algumas atitudes infantis e imaturas dela podem ser perdoadas. Todos gostamos de protagonistas femininas fortes e destemidas, e Alexia como uma princesa que acaba de perder não só a mãe mas também sua rainha e protetora, agora deve se provar digna de proteger seu próprio reino. É muito peso para suas mãos inexperientes e só por isso conseguimos entender que a todo o momento ela quer se provar competente e independente e por esse motivo algumas de suas atitudes nesse sentido podem parecer muito cansativas e imaturas mas a personagem tem um bom desenvolvimento ao longo do livro se tornando mais madura nesse sentido.

Logo no início do livro conseguimos entender que Alexia possui dons especias mas precisa aprender a lidar com eles, e com uma certa urgência já que sua mãe acaba de morrer e deixar como herança um reino inteiro em suas mãos. E para assumir o posto de seu Mestre, surge um rapaz misterioso e não  muito mais velho do que ela que se diz designado pela falecida rainha para ensiná-la a manipular seu dom (uma grande interrogação nesse ponto é o porquê de um garoto tão novo ter sido designado para uma missão tão importante). Ian Bealfire está sempre com um sorriso malicioso estampado nos lábios e uma ironia na ponta da língua. E em poucas páginas Alexia já se sente estranhamente atraída por ele. Todo esse sentimento em tão pouco tempo não conseguiu me convencer logo de início. Mas Alexia está noiva de um outro homem, um príncipe que a princípio fora dado como morto mas logo reaparece. Aaron é príncipe de outro reino, e ele e Alexia são prometidos a casamento desde sempre.  Devo admitir que eu já estava predisposta a gostar desse personagem assim que ele foi introduzido na trama, já que eu não conseguia simpatizar com Ian Bealfire. Mas senti que o príncipe não foi tão bem desenvolvido na trama, ao passo que Ian pelo contrário, foi muito melhor trabalhado durante o livro e antes de finalizar a leitura já estava de fato gostando muito do personagem e nesse caminho já havia desfeito sua máscara de mulherengo e pretensioso para alguém doce e protetor. Ficava mesmo difícil acreditar que algum dia houve um triangulo amoroso. O fato é que posso dizer que também me apaixonei por Ian Bealfire, mas bem depois de Alexia White.

Cabe salientar que estamos a todo o momento do livro à espera de um grande ápice de perigo eminente, visto que do verdadeiro vilão da trama muito pouco é nos apresentado nesse primeiro livro. Posso dizer que isso abre um grande parêntese para a sequência, que já está em andamento. A autora tem muitos pontos a explorar e nos deixou com um final perfeito para roer as unhas.

A escrita da autora é simples e descomprometida, o que torna a leitura rápida e leve. Recomendo para quem gosta de ficção e fantasia.

 

Título Original:  Broken- Despedaçada
Publicação: Setembro 2015
Editor: Chiado Editora
Escritor:
 Tânia Dias
ISBN: 9789895153459

Para mais informações sobre o livro acesse os links a seguir:

Página do livro no Facebook

Editora Chiado

Resenha: Ponto Sem Retorno – Gabriela Simões

 

Olá pessoas tudo bem com vocês? Hoje venho trazer a indicação do livro da Gabriela Simões: Ponto Sem Retorno. 

É um livro rápido, narrado em primeira pessoa, com algumas reviravoltas e repleto de fantasia. Embarcamos na história sob a perspectiva da Giselle Levy, personagem central da trama. Ela é uma meia-bruxa que vive isolada do mundo ao lado do seu avô e longe dos olhos do rei. Ela vive escondida justamente porque precisa preservar sua origem e sua verdadeira identidade. Tudo isso porque há alguns anos atrás seres mágicos foram caçados e mortos a mando do rei, impossibilitada então de viver e trabalhar no reino de Kendrad, por medo de ter sua magia detectada pela guarda do rei, é forçada a manter-se escondida e vigilante a todo o tempo. Lutando pela sobrevivência do avô doente e também pela sua própria, se vê obrigada a viver de caça ou de roubo. Em um certo dia, Giselle vê a oportunidade perfeita para roubar jóias da coroa que seriam usadas mais tarde por ela para garantir alimentos por um prazo maior. Porém as coisas não saem como o esperado, ela é perseguida por um dos príncipes herdeiros do trono, Cristian. O príncipe então lhe da uma saída: promete não entregá-la, se ela aceitar trabalhar para o palácio. Em meio a um dilema, Giselle sabe que não tem outra saída, terá que correr o risco de ter sua identidade revelada ao rei tirano. Em meio a tudo isso, some ao caldeirão uma pitada de mistério e jogo de sedução, misture bem e está feito uma deliciosa história para se degustar.

Giselle tem gênio forte, não tem medo de expor suas opiniões e tudo isso chama atenção do príncipe Cristian que faz de tudo para que a meia-bruxa baixe sua guarda, mas sua tentativa de aproximação não será nada fácil. Em meio a tudo isso, Giselle sente uma estranha e misteriosa ligação com irmão de Cristian, Príncipe Eli. E ainda sofre por ter que se afastar do seu amigo de infância Rylan.

A leitura é envolvente, em alguns momentos me preocupei que um certo “quarteto amoroso” fosse se formar e deixar as coisas meio perdidas e em algumas passagens me senti um pouco confusa com as impressões e rumos que a personagem tomaria ao longo da história mas tudo se encaixa devidamente no final, deixando bem claro que teremos mais pelo que esperar.  A autora tem em suas mãos todos os ingredientes para que uma boa fantasia se desenrole.

Boa leitura 🙂

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Biografia: Gabriela Gomes Simões nasceu na cidade da Amadora em 1998. Terminou o ano passado o Ensino Secundário no curso de Ciências e Tecnologias, neste momento encontra-se a tirar uma licenciatura em Gestão Hoteleira na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril. Tem como sonho dar a conhecer a sua escrita.
A paixão pela escrita começou muito nova, com apenas oito anos escrevia pequenos poemas e histórias, tendo concluído o seu primeiro manuscrito com catorze anos de idade. Nos últimos quatro anos dedicou-se ao seu aperfeiçoamento, no seu conteúdo e forma, acabando por crescer com ele, dando-lhe o título de Giselle – Ponto Sem Retorno, sendo este o seu primeiro livro.