Por que amamos “A Culpa é das Estrelas”?

hazel e gus

Olá pessoal tudo bem com vocês? Semana passada assisti pela segunda vez o filme “A culpa é das estrelas” e então resolvi falar um pouquinho dele aqui no blog, aliás não só do filme mas do livro também. Confesso que li o livro movida a curiosidade, por que na época teve muito zum zum zum em torno do livro então eu pensei “Esse livro deve ser muito bom já que estão comentando tanto ou muito ruim” e lá vou eu comprar o livro para conferir eu mesma e tirar minhas próprias conclusões. Só que eu tenho um certo problema nesses casos pois na grande maioria das vezes eu acabo me decepcionando com a história e penso “Poxa tanto barulho por nada!”, pois é, confesso que foi meio com esse sentimento que comecei a ler o livro, quase que prevendo a minha decepção entende? rs e até que foi assim no começo da leitura mas depois que terminei o livro veio aquele sentimentozinho que é tão difícil de descrever quando você termina uma leitura que acabou te cativando de alguma maneira, seja pela sua simplicidade, seja pela sua verdade, ou por algum personagem que acabou te prendendo na história. Comigo foi assim. A escrita fácil e descomplicada de John Green da aquele toque delicado e doce e torna a leitura bem fácil de degustar.

Hazel Grace Lancaster é uma adolescente de dezesseis anos diagnosticada com câncer de tireoide desde os treze. A doença afeta drasticamente a funcionalidade de seus pulmões, mas então uma droga que faz parte de um tratamento experimental passa a fazer efeito fazendo com que o tumor reduza de tamanho.

images (7)Hazel não é aquela personagem “coitadinha” nem é retratada como a vítima da história. Não é o câncer que a define, ela tem sua personalidade bem constrúida e apesar de saber que sua doença é incurável e de que provavelmente não dispõe de muito tempo de vida sua única preocupação é no sofrimento e dor que sua morte causaria em sua família. Então ela passa a frequentar um grupo de apoio a pedido de sua mãe que acredita que ela esteja entrando em depressão. E é nesse grupo que ela conhece Augustus Water, um jovem que teve osteossarcoma e devido ao câncer acabou perdendo uma das pernas. Gus é aquele personagem otimista, bem humorado que vai trazer mais alegria para a vida de Hazel que reluta a se render ao inevitável romance entre os dois.

É estranho dizer que só passei a gostar de fato do livro depois que terminei a leitura? É como eu disse, ao terminar o livro fiquei com aquele gostinho de perda no coração e carreguei o romance dos dois por um tempinho comigo. E eis que surge tempo depois o filme. Eu já tinha decidido que não assistiria, ou pelo menos não iria sair correndo para conferir. Achava que ficaria apelativo demais ou que não convenceria. E então um bom tempo depois me rendi e fui conferir o filme e devo dizer que ele conseguiu captar exatamente a essência do livro e não conseguiria imaginar alguém mais perfeito como Hazel Grace do que Shailene Woodley.

O filme me cativou muito, talvez até mais do que o próprio  livro. Tráz toda a doçura do amor adolescente ficando impossível não se emocionar com os dois.

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O melhor de tudo é que a história não gira em torno do câncer, quer dizer não é só sobre o câncer que a história trata. Ambos lançam diversos questionamentos sobre a morte. Gus tem o medo de ser esquecido, Hazel se preocupa com quem irá ferir com sua morte. A morte está ali presente e ela sabe disso, aos dezesseis anos ela tem consciência de que não irá envelhecer. E por esse motivo se recusa a se entregar em um relacionamento com Gus e fazer com que mais uma pessoa seja afetada com sua morte. Gus é um personagem cheio de tiradas sarcásticas e toda a sua aparência de forte e segura esconde na verdade sua insegurança e o medo de ser “esquecido”. Em meio a tudo isso você se apaixona pelos dois e é esse amor doce que te cativa. Afinal quem não tem medo da morte e de ser esquecido?

hazel e gua

Hazel compartilha seu livro favorita com Gus. O livro chamado “Uma Aflição Imperial” termina literalmente no meio de uma frase deixando várias perguntas em aberto. Hazel é fã do livro e do autor mas ele nunca respondeu suas cartas em que ela pedia respostas sobre o fim do livro. Então Gus e Hazel como em um conto de fadas conseguem embarcar em uma viagem para conhecer Peter Van Houten, o autor do livro, para conseguir respostas. Mas toda a expectativa de Hazel de finalmente estar cara a cara com seu escritor favorito não sai bem como planejado mas de certa maneira a viagem acaba se tornando melhor do que o esperado em outros sentidos.

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Me apaixonei do mesmo jeito que alguém cai no sono: gradativamente e de repente, de uma hora para outra.”

Hazel enfim se permite viver esse amor mesmo acreditando que ela seja uma granada prestes a explodir.

Jantar

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Nessa hora se você é a mais pura manteiga derretida da face da terra já estará com os olhos vermelhos. E coleguinha a partir desse ponto as coisas só pioram 😦  prepara os lencinhos porque titio Green não poupará seu coração.

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Quando li o livro não estava preparada para a reviravolta do final e acho que isso foi o que de fato me surpreendeu bastante porque minha mente estava preparada para outro desfecho.

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E então você se vê gradativamente se apaixonando. Assim como acontece com Hazel. E com eles você aprende que o mundo não é mesmo uma fábrica de realização de desejos. Nem sempre é justo. E a culpa é de quem? Nem sempre as coisas saem do jeito que planejamos ou conforme as nossas atitudes, e como consequência de nossos atos. Às vezes nossa vida é afetada por uma força maior. Às vezes a culpa é mesmo das estrelas. ❤ ok?

(…) Não posso falar da nossa história de amor, então vou falar de matemática. Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros. Um escritor de quem costumávamos gostar nos ensinou isso. Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Queria mais números do que provavelmente vou ter, e, por Deus, queria mais números para o Augustus Waters do que os que ele teve. Mas, Gus, meu amor, você não imagina o tamanho da minha gratidão pelo nosso pequeno infinito. Eu não o trocaria por nada nesse mundo. Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso.” (Pág. 235)

E só porque amei muito também a trilha sonora do filme: 🙂

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