Resenha: O diário de Anne Frank

Anne-Frank_lightboxO Diário de Anne Frank – Esse livro trás o relato pessoal da jovem Anne Frank sobre os dois anos em que ela e sua família tiveram que ficar escondidos ao anexo do sótão do escritório de seu pai durante a segunda guerra mundial. Entre 12 de jundo de 1942 até 1 de agosto de 1944 Anne escreveu em seu diário toda a tensão que sua família viveu escondida. Anne a princípio guardava o que escrevia para si mesma, porém após ouvir na rádio que seriam recolhidas relatos e testemunhos sobre o sofrimento do povo holandês sob a ocupação alemã, Anne então decidiu que queria publicar seu diário em forma de livro, esse se tornou seu sonho, e passou então a reescrever e organizar seu diário. Anne morreu aprisionada no campo de concentração Bergen-Belsen, tres meses antes de completar dezesseis anos. Seu pai, Otto Frank foi o único membro da família que sobreviveu ao holocausto. Ele realizaria o desejo da filha e publicaria seu diário editando algumas partes deles. Sempre tive muita curiosidade e vontade de ler esse livro, até porque tenho certo interesse sobre a época do holocausto, é algo que sempre mexe comigo. Ao lê-lo fui tomada por diversas emoções em cada linha, cada pagina do diário. Ver o mundo daquela época aos olhos de uma garota que foi absolutamente real em cada frase escrita, foi ela mesma, nunca negou sua personalidade. É um livro absolutamente incrível em toda sua forma.Não é simplesmente a Anne em cada pagina do diário, e sim milhares de judeus que ela representa, que sofreram opressões terríveis. Nas primeiras páginas conhecemos Anne uma garota de treze anos que sonha em ser jornalista, conhecemos seu cotidiano simples,sua vida na escola, seus amigos. Ela narra como o cotidiano dos judeus passou a ser afetado na época com uma série de decretos antissemitas: os judeus deveriam usar uma estrela amarela; os judeus eram proibidos de andar de bondes; os judeus eram proibidos de andar de carro;os judeus eram proibidos de sair as ruas entre oito da noite e seis da manhã; eram proibidos de frequentar teatros, cinemas ou ter qualquer outra forma de diversão e etc. Quando o Margot Frank recebe uma carta ordenando que ela fosse para um dos campos de concentração nazistas, Otto resolve levar sua família para se esconder no anexo secreto atrás de sua fábrica. Lá alguns de seus funcionários mais confiáveis os ajudariam, eles os manteriam informados sobre o mundo do lado de fora, e os ajudariam trazendo alimentos e os mantendo em segurança. Pouco tempo depois a família Van Pels se juntou à eles. Hermann, Auguste e Peter de 16 anos. E um pouco depois Fritz Pfeffer, um dentista, também passou a dividir o abrigo com a família. Tanta gente em um espaço tão pequeno logo começou a trazer conflitos. Anne tinha um relacionamento difícil com a mãe, porém era muito apegada ao pai. Com o passar do tempo foi amadurecendo e seu relacionamento com a irmã se tornou mais próximo. Ela e Peter se tornaram inseparáveis, porém mais tarde ela mesma questionou esse relacionamento e chegando a pensar se Peter era realmente a pessoa certa para ela. Anne sempre teve personalidade forte, tinha mudanças constantes de humor que incomodavam sua família. Ao ler o diário acompanhamos essa passagem de criança para adulta. Sofremos com ela, choramos com ela, passamos o livro inteiro questionando se realmente é possível passar tanto tempo assim confinados, com medo do mundo, com medo da morte, sem poder olhar pela janela e ver o mundo do lado de fora. Ter que fazer o mínimo de barulho durante o dia pois a fábrica continuava funcionando e ninguém poderia descobrir que estavam escondidos. Quando foram delatados o grupo foi levado para uma prisão em Amsterdã. Em 3 de setembro de 1944 foram deportados e chegaram em Auschwitz. Edith Frank, mãe de Anne, morreu em 1945 de fome e exaustão. Otto já tinha sido separado da familia. Margot e Anne morreram de tifo, Margot primerio, dias depois Anne. Otto Frank foi o único dos oitos moradores do anexo a sobreviver nos campos de concentração. O diário de Anne Frank é para poucos eu ouso dizer, é um relato autêntico, único e memorável.